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Estádio Nacional de Brasília
Mané Garrincha

Segunda, 03 Junho 2013 17:20

Placas novas mudam vidas

  Evelin Campos, ComCopa

Reciclagem de placas, feita por internos de presídio no Gama, contribui para sinalização de todo o DF e ressocialização dos presos. Até a Copa das Confederações, Mané Garrincha receberá 600 exemplares

Fotos: Lula Marques
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“Quando voltar para a rua e para o seio da família, vou poder dizer aos meus filhos e netos: olha, foi o papai e o vovô que fez”, diz, orgulhoso, o marceneiro Orzílio Ribeiro, de 45 anos. Ele é um dos 26 internos do Presídio Feminino do Distrito Federal (Colmeia), no Gama, envolvidos no projeto de reciclagem de placas de sinalização.

Acostumados a fazer serviços de obras e reformas, agora eles têm a chance de deixar sua marca no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Das 1,6 mil placas encomendadas para este ano, 600 serão instaladas no interior da arena para indicar lixeiras de coleta seletiva. “Para mim é uma felicidade muito grande fazer parte dessa história”, conta Orzílio.

Placas-13A ideia é capacitar os internos e contribuir com a reinserção deles na sociedade. Atualmente, os trabalhadores produzem lixeiras, reciclam placas e fazem reformas gerais no prédio da Colmeia. Apenas internos do regime semiaberto podem participar. Além de um salário mínimo (R$ 678), eles são beneficiados com redução de um dia de pena para cada três trabalhados.

O projeto começou há dois anos numa parceria entre a penitenciária e a Administração Regional do Gama e passou a ser coordenado pela Secretaria de Segurança Pública com o apoio da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap). “Com a profissionalização, muitos já saem daqui com emprego garantido. E o contato deles com agentes e servidores também ajuda na ressocialização”, destaca a diretora da penitenciária, Deuzelita Martins.

Placas ecológicas – Com a instalação das placas, o Mané Garrincha marca mais um gol de sustentabilidade. O material, reaproveitado de antigas placas danificadas, é reciclado. Após passar por um processo de corte, lixamento e limpeza, as placas recebem algumas mãos de uma tinta ecologicamente correta, feita à base de água.

O chefe do Núcleo de Reparos e Obras da Colmeia, William Pereira, coordena o projeto. Segundo ele, o GDF determinou que as 600 placas fossem 100% recicladas. “Recolhemos as placas de trânsito que são destruídas em acidentes, por exemplo, e as deixamos totalmente novas, com uma tinta que não tem solvente e pode ser absorvida pelo meio ambiente”, ressalta William.

Casado e pai de dois filhos, Orzílio diz que não são apenas as placas que ganham vida nova. “Essa é uma oportunidade para a gente exercer a profissão. Me sinto mais valorizado, porque, mesmo preso, posso ter dignidade. Quando eu sair daqui, em outubro deste ano, vou reabrir minha marcenaria. Já tenho até clientes”, revela o interno, que cumpriu pena de 17 anos e três meses.

 

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